Rio - Um ano depois de receber a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), a Cidade de Deus, na Zona Oeste, voltou a ser palco de cenas de terror e pânico, na noite de terça-feira, depois que um ônibus foi incendiado por traficantes com 25 passageiros, ferindo 13, entre eles duas mulheres em estado grave. Em dezembro de 2006, bandidos incendiaram ônibus de turismo no Rio, matando sete pessoas.
Policiais fizeram cerco na Cidade de Deus, mas ninguém foi preso | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
O ataque aconteceu por volta das 21h30, na Avenida Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes. Segundo policiais da UPP, o ônibus que faz a linha Alvorada-Madureira, da Viação Litoral Rio, foi interceptado por vários homens na altura do nº 2277. Eles invadiram o veículo e, sem dar tempo para que os passageiros descessem, um deles ateou fogo atirando um coquetel molotov.
Ainda de acordo com a polícia, uma mulher grávida teria participado da ação, ao fazer o sinal para que o ônibus parasse. O crime seria represália à prisão de um homem, mais cedo. Os feridos foram socorridos no Hospital Lourenço Jorge, em Jacarepaguá.
Por causa do ataque, a estrada foi fechada pela polícia e todas as empresas de ônibus que atendem a região ordenaram a paralisação dos serviços.
O capitão da PM, comandante da UPP da Cidade de Deus, Sidinei Pazini, pediu reforço de agentes do Bope e fez operação de cerco aos criminosos na comunidade, mas até o início da madrugada ninguém foi preso. “Foi um ataque terrorista. Uma ação repudiável e covarde. As vítimas não tiveram chance de defesa”, afirmou o oficial PM.
Entre as vítimas que foram identificadas, estão a operadora de Marketing Ana Sheila de Souza da Silva, 21 anos, Anne Andrade Lima, 19, e Laís de Melo Rodrigues, 19.
FONTE: O DIA ONLINE